Sarita's profileAl Jaima Social ClubBlogLists Tools Help

Sarita

Al Jaima Social Club

Spleen em Casablanca.
March 21

En construcción

Definitivamente, soy un animal nocturno.
 
Son las 4:00 de la madrugada y estoy feliz por haber terminado las 8 seccines de mi proyecto, me siento más despierta que nunca y todavía tengo energía para escribir una entrada en el blog, hacer planes de futuro y reflexionar sobre mi naturaleza noctámbula.
 
Me siento feliz en estos días, apesar de tener la mayor presión que jamás he sentido, me he dado cuenta de que soy una currante nata, me siento con capacidad de sacrificio y con muchas ganas de salir adelante.
 
I am happy!!!
January 24

Un día

 
 
 
 
Este es uno de esos días en que me domina la parte inconsciente de mi cerebro.
 
 
July 16

...

Trauma de infancia nº 1

- ¿¿¿Ma-mama???
- ¡No, el Chapulín Colorado! ¡No contaban con mi astucia!

Trauma de infancia nº 2

- ¡Hola Papa!
- ¡Deprisa niño, los alienígenas han capturado a tu madre, hay que rescatarla!
- ¿Cariño, qué haces?
- ¡Oh no! ¡Demasiado tarde, le han borrado la memoria!

Si me dieran a elegir...

 

Sería una espía. De esas listas y pelín mala, trabajaría para el que más pagara, sin importarme si la información que me pidieran fuera para el bien o para el mal. 
Sería maestra en disfraces y disimulos, saldría siempre antes de que me encontraran los matones, evitando así cansar mi belleza con peleas desnecesarias.
Tendría diez o doce nombres y trabajaría totalmente sola, sin socios ni aliados, misteriosa como una sombra o un fantasma.

 

Sería una acomodada muchacha de la nobleza de Versalles. Me llamaría Marie y tendría mil vestidos con encajes y lazos, y zapatitos de seda. Viviría en un pequeño palacio en el campo, donde pasaría las tardes tumbada entre florecillas, respirando aire puro y leyendo poesía.

Sería una guerrillera. Lucharía por mis ideales junto a mis compañeros, excavaría trincheras con mis sufridas manos, pasaría hambre, frío, dormiría bajo las estrellas soñando con un mejor porvenir para mi gente y mi familia, en un país más justo e igualitario. Mi nombre sería pueblo.

 

Sería astronauta. Con formación en astrofísica exploraría el universo buscando explicaciones para las dudas más elementales del ser humano. Descubriría galaxias y planetas poblados por diminutos hombres grises de una extraña composición genética. Tendría un gran laboratorio donde haría experimentos no muy éticos, pero muy necesarios para el entendimiento del mundo.

 

Sería una artista polifacética, de esas que lo mismo da escribir un libro que pintar un cuadro o componer una ópera (¡o interpretarla!). Me vestiría de hombre para pasar desapercibida en los saraos de los poetas e intelectuales de principios de siglo. Sería conocida como “el poeta misterioso”. Mandaría mis poesías satíricas a los periódicos enfureciendo a la ruinosa nobleza y a la floreciente burguesía.

 

Sería una bruja. Viviría en una cueva en los prados gallegos y ayudaría con mis pocimas al que las necesitara. Volaría en mi escoba en las noches de niebla espesa. Con mi varilla mágica invocaría demonios, transformaría príncipes en sapos y haría hechizos al gusto del cliente. 

Sería la Pantera Rosa. Turu turu turu turu turu turu turu turuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu turururu.


May 11

El diario no hablaba de MI.

-Hoje uma pessoa acordou disposta depois de uma noite de sono gratificante. 

-Nesse instante uma criança está satisfeita por ter feito a liçäo de casa.

-Agora um professor está orgulhoso de seu aluno.

-Nesta tarde algum casal recebeu as chaves de sua nova casa.

-A grande maioria dos trabalhadores foram aos seus trabalhos.

-Neste segundo em que escrevo milhares de crianças nascem. Sejam bem-vindos!

-Nas últimas horas homens e mulheres se apaixonaram e acreditam ser para sempre.

-Muitos estudantes estäo sobre os livros nestes últimos dias.

-Uma pessoa sofre com seu relógio biológico.

-Outras pessoas entram na internet furtivamente do trabalho para ler alguma obviedade como esta.

-Uma pessoa decide retomar algo abandonado seja lá por qual motivo.

-Alguém morre de tédio em uma cidade grande.

-Uma senhora faz compras em uma loja de conveniência na madrugada.

-Um casal de namorados conta e distribui entre eles as estrelas do céu.

-Uma criança se sorpreende ao encontrar por primeira vez uma concha na areia.

-Histericamente grita a faxineira em cima de uma cadeira apavorada por uma barata.

-Um escritor perde a linha de raciocínio.

-Alguém decide começar do zero.

-Um neto puxa a linha do crochê.

-Uma teimosa cai em clichês.

-O homem engravatado (de terno cinza) decide vomitar as idéias. (E é despedido.)

-Alguém se inspira com alguém que se inspira com alguém.

-Um poeta perde a sua musa. (No jogo.)

-Um boêmio perde a aposta. (Na poesia.)

-Alguém duvida ser capaz e näo faz.

-Depois de dar a meia volta pensa e volta atrás.

-O metrô engole centenas de passageiros.

-Ela decide que já é tarde e abandona esta inutilidade.

 

Y el diario no hablaba de ti, ni de MI, ni de nadie. El diario solo dice barbaridades.

 

 

Com o devido respeito me inspirei e roubei algumas frases. Os que me conhecem saberäo.

December 21

Peter Pan

 
 
 
Depois de passar toda esta tarde fria abrindo e fechando compulsivamente meu blog, o orkut e o bloco de notas para ver se conseguia escrever algo, resolvi publicar uma releitura feita por mim do final de Peter Pan, inspirada em uma música, La Traición de Wendy.
 
 
Entra pela janela, seu pequeno corpo se nota em uma silhueta de sombra trás as luzes coloridas das decoraçöes de natal.
 
- Vim a buscar-te.
 
Escondo-me por entre as sombras do quarto fugindo da íntima figura fantasmagórica, outrora onírico ser de brilhantes perspectivas. Näo me atrevo a mostrar o rosto cansado pelos anos em que te ignorei, a traiçäo é algo imperdoável, e trair a um sonho supöe anos de tormentosos pesadelos.
 
- Renunciaste à tua essência, pensava que poderia corrigir o erro cometido, mas vejo que já näo posso fazer nada.
- Já näo resta em mim nenhum rastro do que um dia poderia ter sido, minha voz calou e meus ouvidos para nada mais servem que para castigar-me.
 
O silência toma conta de nós por alguns instantes. Noto em seu esquelético e infantil rosto o desgosto pela desilusäo confirmada.
Saio furtiva e envergonhada do quarto, sem olhar para trás fecho a porta com a certeza de que já näo nos encontraremos mais.
 
(Sarita Y. A. T.)
December 19

Ismael Serrano em Cartagena.

    Saímos em uma tarde fria em direção a Cartagena, essa encantadora cidade onde outra vez passamos meu marido e eu a maior aventura romântica na semana santa de 2004*. Descemos as escadas apressados, com uma maleta de roupas, o passarinho Nico e uma sacola com objetos colhidos em última hora. A viagem foi cansativa, mas regada com todas as músicas que ouviríamos nesse tão esperado show. Chegamos ao hotel, nos trocamos, nos arrumamos e fomos a passeio para o Teatro Circo que estava a pouco mais de um quilômetro. Paramos para jantar uns sanduíches e um copo de cerveja, tragados com verocidade pela pressa e pela fome.
    Chegamos meia hora antes de começar o show, nos sentamos nos nossos lugares (à primeira fila) e ficamos a esperar ansiosos. Com o coração apressado observava os últimos preparativos para o espetáculo, como um homem tirava os rótulos das garrafas de água, as abria e as deixava ao lado de cada instrumento, como outro revisava a afinação e a posição dos violões, cada detalhe, cada gesto, nenhum passou desapercebido pelos meus olhos nervosos. Depois desses eternos trinta minutos se apagaram as luzes e ele apareceu, dirigiu algumas palavras ao público e começou a cantar, estava a poucos metros de mim, essa personificação da voz que tantas vezes me acompanhou nos meus momentos mais líricos. Curiosamente não me pareceu um desconhecido, talvez porque sua voz me era demasiado íntima, quem sabe? Cantou, cantou e cantou, foi um show felizmente muito longo e com uma grande proximidade com o público, com ares de despedida e de "quero mais". Entre músicas parava e dizia algumas palavras, reflexões, anedotas, histórias.
   Depois do show, apesar de sentir vergonha disso fui exercer meu papel de grouppie, demos a volta ao prédio e fomos esperar o grupo pela saída de trás. A noite era gélida e desistimos, decidimos voltar ao bar do Teatro para tomar alguma coisa e essa foi a nossa sorte, já que logo que chegamos ele foi à sala receber algumas pessoas do público que ficaram esperando. Eu entrei munida de CD, caneta e a bandeira da República que o Juan me comprou na Feria de Almeria*, ganhei um autógrafo no CD e uma foto que uma amiga ficou de me mandar por e-mail e retribuí com essa bandeira rabiscada com carinho que nos cobriu durante todo o show.

   No dia seguinte levantamos e saímos dar um passeio pela cidade, visitamos um museu-castelo, comemos em um restaurante-barco e tiramos tanta fotos quanto pudemos. Algumas delas estão aqui neste blog, a definição é ruim, mas dá para ter uma idéia.


   Não é minha especialidade narrar fatos, e este texto deixa muito a desejar, mas espero ter matado a curiosidade de alguns. 


   Mi castellano no es demasiado bueno como para poder traducir bien este texto, asi que dejo disponibles algunos traductores on-line en un cuadro abajo de las fotos, no hacen milagros pero ayudan bastante.
December 14

O Regresso da Espifarolha Atarefada.

                         
 
Esta espifarolha (enfim) atarefada está de volta. Depois de uma semana de agitadas férias, com direito a até passar mal, começar e terminar o primeiro capítulo do meu curso com boas notas e procurar como louca (e sem êxito) uma roupa para um bendito jantar na sexta-feira e um esperado show no sábado estou eu aqui, acrescentando um post de desencargo de consciência por ter abandonado por quase um mês o meu querido blog.
  Aproveito também para mudar algumas coisas deste meu espaço com ares neo-hippie e música boêmia contemporânea. Tenho uma lista com três músicas que quero colocar no blog, e vou começar por uma francesa que descobri em uma propaganda de perfume, se chama "1,2,3", é de Camille Dalmais e se encontra no CD Le Sac des Filles. Espero que gostem.
 
 
1,2,3
 
(Camille Dalmais)
 
1,2,3
Y en a 1 de trop
C’est pas toi c’est l’autre

Assis en face un soir
Beau comme un étranger
On a échangé un regard
Et maintenant je veux t’échanger

1,2,3
C’était mieux à 2
Les yeux dans les yeux

Mais pas 2 sans trois
Je veux vivre sans toi
Ou bien tout se trouble

Je croise son double au détour des rues
Quand je suis dans tes bas
Je ne vois plus que lui

Assis en face un soir
Beau comme un étranger
On a échangé un regard
Et maintenant je veux t’échanger

Assis en face un soir
Beau comme un étranger
On a échangé un regard
Et je veux t’échanger

je veux t’échanger

1,2,3
Mon soleil c’était toi
Je suis perdue

3,2,1
C’est trois fois mieux toute seule
Sans compte à régler
Et puis de deux perdus
10 de retrouvés

Dix de retrouvés
 
November 15

Entre tudo, entre nada.

 
 
ENTRE TUDO, ENTRE NADA.
 
 
Entre mares bairristas,
heróis colecionistas
obscuros alienistas
mendigos fascistas
notícias vanguardistas
fanáticos ateístas
 
Entre filhos egoístas
capitais terceiro-mundistas
populaçöes chauvinistas
indústria tabagista
naçöes alarmistas
furacöes financistas
 
Entre liberdades imperialistas
Fugas marxistas
estratégias metodistas
mentes negativistas
governos piadistas
manobras protocolistas
 
Entre refräes calculistas
moldes convencionalistas
enganos trabalhistas
jovens bolchevistas
poetas economistas
imprensa sensacionalista
 
Entre musas nudistas
pintores renascentistas
amores abolicionistas
campeöes semifinalistas
escritores violinistas
transas contorcionistas
 
Entre drogas capitalistas
bebidas exclusivistas
amigos enologistas
arquivos niilistas
artistas cançonetistas
vizinhos individualistas
 
Entre diabólicos catequistas
profanos evangelistas
sacerdotes ilusionistas
adivinhos meteorologistas
anöes ocultistas
palhaços platonistas
 
Entre duendes motociclistas
unicórnios trapezistas
gnomos vigaristas
fadas transformistas
deuses surrealistas
górgonas chantagistas
 
Entre analfabetos lingüistas
cegos contrabandistas
elogios utilitaristas
demagogos altruístas
mídia autista
intelectuais situacionistas
 
Entre ruas coloristas
edifícios simplistas
pedestres excursionistas
cidades farristas
casas impressionistas
bêcos oportunistas
Entre tudo, entre todos, entre nada.
 
 
 (Sarita Y. A. T.)
November 14

Show do Sabina.

                   
 
   Êxtase, delírio e uma invejinha sä de aspirante a artista frustrada. Essa é a descriçäo do meu estado de espírito durante o show mais esperado do ano. 
   Joaquinico rodeado dos seus maravilhosos músicos entoava com sua singular voz verdadeiras obras de arte. Entre uma e outra, parava serenamente, sentava com seu violäo no colo, sua bengala e seu "bombin", e com sua habitual cara de cafajeste recitava uma poesia, versos expulsos de sopetäo, com a rudeza e a delicadeza de um conde arruinado.
   O público, mais que comportado - todos sentadinhos como uma classe de criancinhas sonolentas - (bando de insossos) só começou a manifestar maior entusisasmo da metade pro final do show, pedindo bis duas vezes, levantando e batendo palmas insistentemente a rítmo compassado e gritando mil "piropos" ao adorável magricela, que obviamente näo nos decepcionou, deleitando-nos com algumas cançöes mais. (O engraçado é que o lado direito da platéia estava muito mais animado que o esquerdo, decepcionando esta menina que tem mania de fazer analogias de tudo.)
   Panchito, que dizia que näo cantava soltou a voz, dando razäo à meu Juanico, canta, e canta bem!
   Olga, charmosíssima estava espetacular! E que voz mais linda tem essa moça!
   Antoñico, que solos de guitarra!!!!
  
   O show superou todas as minhas espectativas criadas ao longo de um mês e pouco. Saí ainda mais apaixonada pelas músicas desse maravilhoso poeta e seus "fazedores de som".
 
 
    Esses momentos prazerosos säo os que fazem com que valha a pena viver.

 
(Foto discretamente furtada do site oficial. ;o)  )
November 12

Meu Momento Grouppie!

      
 
 Hoje tive o meu momento mais grouppie, confesso com certa vergonha.
   Sou uma pessoa tímida por natureza, me dá muita vergonha falar com um desconhecido, e mais ainda se esse desconhecido é um artista por mim admiradíssimo. E hoje näo falei só com um, e sim com o grupo inteiro.
   Joaquin Sabina, depois de três anos sem fazer nenhum show nem lançar nenhum disco voltou hoje à ativa. A estréia foi no auditório da minha cidade, que por sorte fica na esquina em frente à minha.
   Meu marido, que é um fä ensandecido dele desde que tinha tenros 13 ou 14 anos resolveu escrever uma carta e tentar entregar na saída do show hoje pela noite. Quando estava voltando do trabalho pela tarde encontrou com o carro que levava aos dois músicos dele, Pancho Varona e Antonio Garcia de Diego, (que näo säo menos importantes por serem os guitarristas, para nós estäo no mesmo altar ao lado do Sabina) Juan resolveu seguir o carro e descobriu que estavam hospedados no hotel que fica ao fim da avenida, a alguns metros do auditório. Subiu eufórico para a casa, tomou um banho e baixamos armados com câmera, CD e caneta para pedir um autógrafo quando eles saíssem do hotel para ir ao show.
  Esperamos um tempo até começar a chover, entäo timidamente entramos no hotel e pedimos um café e um chá, nos sentamos a uma mesa ao lado dos músicos, que se encontravam tomando um café e ficamos decidindo se íamos falar com eles ou näo. Resolvemos ir. Chegamos, nos apresentamos e os cumprimentamos. Pedimos autógrafos, batemos uma foto e trocamos algumas palavras sobre músicos brasileiros, sobre a volta ao cenário e poucas coisas mais, comentamos que eu achava uma certa semelhança entre o Sabina e o Raul Seixas, e eles que fomos os primeiros fäs a falar com eles depois do longo jejum artístico. Agradecemos e nos sentamos comportadamente na nossa mesa a beber os nossos chá e café. Logo chegou a voz feminina do grupo, Olga Román, eles nos chamaram e a apresentaram, dessa vez, com o nervosismo esquecemos de pedir autógrafo, ficando só nas palavras trocadas.
  Saímos contentes e felizes, fomos para a casa dos meus sogros, contamos tudo, mostramos o CD autografado, e acabamos ficando para jantar. Depois de jantar e beber algumas resolvemos voltar para a casa. Subimos no carro e vimos que estava na hora de acabar o show e fomos para trás do auditório tentar pegar o Sabina também, que näo estava no mesmo hotel dos músicos. Chegamos e ele acabava de entrar no carro, o Juan em um arrebato de emoçäo resolve segui-lo. Como dois loucos saímos cantando os pneus e pegamos a avenida em direçäo a Almeria. Passamos com o carro ao lado deles buzinando e acenando (doidos varridos), entramos na pista por onde iam e fomos andando na frente deles, que se assustaram e reduziram consideravelmente a velocidade (confesso que nessa hora me deu uma vergonha de corar o rosto), e o Juan todo contente dizia: "Dios! Hemos acojonado a Sabina!!!". Nessa hora nos demos conta de que havíamos exagerado, mas mesmo assim
decidimos segui-lo até o hotel.
  Chegando no hotel, o carro parou e eu desci correndo gritando vermelha: "Sabina, Sabina!!! Somos los tios más pesaos del mundo!!!!" Cheguei até ele que desceu do carro, me cumprimento e pedi um autógrafo, nisso ele perguntou pelo meu sotaque, e nervosa e com os joelhos tremendo só consegui responder "Brasil". Entramos no hotel, ele pegou o CD, perguntou o meu nome e escreveu uma dedicatória. Nisso o Juan deixou o carro no meio da rua e desceu correndo para o hotel. Tiramos duas fotos, com direito a abraço e um comentário sobre meu acelerado ritmo cardíaco (hahaha!!!). Contamos que vamos domingo ao show e ele disse que espera estar melhor no domingo, pois hoje estava super amedrontado. Nos despedimos e voltamos täo felizes, como estamos agora.
  Nisso tudo näo deu nem tempo de o Juan escrever a carta, que vai escrever amanhä, eu vou gravar um CD do Raulzito e vamos tentar entregar para os músicos no hotel. Esperamos ter a mesma sorte de hoje!!!
 
November 03

A Velha.

 
 
A VELHA
 
 
 Ela é a velha que esconde caramelos das crianças verdes,
vaga pelas ruas só e nua, faz fogo no céu da tarde.
Velha louca, anciä olhos de pranto e boca de sapo
Velha rude, mäe do ignorante, avó da sabedoria.
 
Ela näo conhece o conto da caverna, é apenas uma velha
olha por cima dos muros, a espiar seus órfäos netos.
Velha cansada, já näo canta ninas, velha menina...
Velha querida, velha inútil, anda sozinha e triste.
 
 
(Sarita Y. A. T.)
 
October 20

Näo, näo quero nada, obrigada.

      
 
Hoje estou com um estranho sentimento de apatia. Depois de dar duas voltas pela internet, ver as pouquíssimas novidades do meu orkut, visitar um par de espaços atualizados e näo entender nada de um escrito em cataläo me sinto apática. O pior de tudo é que hoje é quinta, dia de faxina, estou adiando cada minuto para começar essa desagradável atividade, mas näo posso adiar mais, o tempo me encurrala.
Me sinto levemente aérea, talvez algo atordoada, depois de comer um triste prato de arroz com ovo sinto vontade de nada. Exatamente, de nada. Näo quero dormir, näo quero estar na internet, näo quero ver televisäo, näo quero limpar, näo quero nada. Talvez sim quisesse estar em um universo paralelo, que fosse um enorme vazio com alguns móveis vitorianos flutuando ao meu redor, com um gramofone tocando uma aria cantada por Callas, enquanto comodamente suspensa no ar fumo um charuto de Havana e dou voltas em torno de mim mesma, como o nosso trepidante planeta que consome nessas voltas as horas do meu dia (e näo me venham os físicos explicar coisas sobre o vácuo, o meu vazio näo é um vácuo e näo segue as leis da física, e sim posso ouvir perfeitamente a Callas!). Tudo isso em tom sépia, iluminado por uma tênue luz amarela de um abajour adornado com franjinhas cor-de-vinho desbotadas.
Deixo meus absurdos devaneios de lado e vou comprir com minhas tarefas. Talvez depois crie coragem e baixe à confeitaria para compensar-me com um docinho de ovos e tomar com uma xícara de chá de frutas adoçado com mel de alecrim.
 
October 14

Para nós.

       
 
 
 Sabe que dia é hoje? Já sei que você está me lembrando desde antes de ontem, mas quero que me responda! Isso...que tal irmos naquele restaurante japonês que descobrimos no sábado passados? ¡Ponte guapo mi amor, que hoy tenemos que conmemorar!
 
 Dia 14 de outubro, nosso aniversário de namoro. Creias que me iba a olvidar?¿ De eso nada!¡
 Felicidades dindi...
 ...
 ...
 ...
October 13

Alivio de Luto - Sabina.

                                 
 
  Depois de ficar alguns anos sem gravar um disco, Joaquin Sabina volta com "Alivio de Luto". Meu marido comprou o CD log que saiu, ouviu infinitas vezes no carro, até decorar todas as músicas e agora é a minha vez, que dia 13 de novembro ele canta no auditório daqui de Roquetas, já compramos os ingressos e tudo!
  E aproveitando que agora tenho o CD em minhas mäos vou mudar a música de fundo do blog, espero que gostem.
 
 
Dos Horas Después
 
(Joaquin Sabina)
 
La tarde consumió su luego fatuo
sin carne, sin pecado, sin quizás,
la noche se agavilla como un ave
a punto de emigrar.
 
Y el mundo es un hervor de caracolas
ayunas de pimienta, risa y sal,
y el sol es una lágrima en un ojo
que no sabe llorar.
 
Tu espalda es el ocaso de septiembre,
un mapa sin revés ni marcha atrás,
una gota de orujo acostumbrada
al desdén de la mar.
 
Y al cabo el calendario y sus ujieres
disecando el oficio de soñar
y la espuela en la tasca de la esquina
y el vicio de olvidar.
 
Por el renglón del corazón
cada mañana descarrila un tren.
Y al terminar vuelta a empezar
dos horas después de amancer.
 
Tiene la vida un lánguido argumento
que no se acaba nunca de aprender,
sabe a licor y a luna despeinada
que no quita la sed.
 
La noche ha consumido sus botellas
Dejándose un jirón en la pared.
Han pasado los días como hojas
de libros sin leer.
October 07

Para mim.

  
  
 
Hoje é um dia especial, näo porque seja um dia marcado no calendário, mas sim porque agora, nas primeiras horas deste dia me sinto bem, sem nenhum motivo justificativo.
   Me dou um beijinho, um abraço e um carinho. Umas presilhinhas pequeninas e delicadas, um produto milagroso para domar cabelos curtos, um lacinho vermelho e um baläo (desses grandes de viagem) multicolorido.
   Me presenteio com um docinho de nuvem com chocolate, uma xícara de chá de frutas e um saquinho de hortelä seca.
   Recebo uma calma melodia, entoada por fadas do campo e tocada por duendes serelepes. Um unicórnio sorridente e um peixinho amarelo. Uma cestinha com pedrinhas transparentes, um chapéu com cogumelos recém colhidos, e um vasinho com uma plantinha verde-água.
   Recolho uma garrafa com uma gotinha redonda de água do mar, um potinho com ar da floresta e uma colherinha de areia do deserto.
   Me deito em uma cama de palha devidamente afofada, me cubro com um edredom de plumas de vendaval, chamo um carneirinho saltitante e sobre seu corpinho de lä descanso minha cabeça. Leio um livro de poeminhas infantis e lentamente adormeço.
 
(Foto de Tania Castellano San Jacinto, finalista no Festival ABC de Fotografia Coletiva.)
October 03

Para meus amigos.

 Para meus amigos, familiares e conhecidos:
 
     
 
Esta foto lhes diz algo? Pois sim, por difícil que seja de acreditar, criei coragem!
September 29

Sim, volto a ler!

  Depois de longas tardes perdidas alimentando meu vício de internauta em frente a um estéril quadro de luz, volto a ler. Me surpreendi ao ver que minha vista saturada por fulgurantes figurinhas pisca-pisca de inertes bitácoras improdutivas continua com a agilidade de antes para devorar as pequenas letras impressas em papel.
  Há um mês atrás fui perversamente persuadida a assinar uma espécie de catálogo de livros, devo comprar um a cada dois meses durante um ano que comodamente me enviam por correio. Com a inscriçäo me deram o  direito a escolher dois livros de brinde, e mais um surpresa. Era um total de dezessete títulos, dentre os quais näo tive dúvidas na hora de escolher, um do Gabriel Garcia Márquez e outro da Isabel Allende, que me agrada menos, mas que com as poucas opçöes era a mais recomendável. O livro surpresa se chama "O homem que inventou Manhattan", de Ray Loriga, talvez por minha falta de informaçäo näo o conheço, e a sinopse me pareceu pouco atraente, assim que o deixei para o final da fila.
  Comecei na madrugada insone de ontem para hoje e terminei na tarde vaga de alguns minutos atrás. O livro, "Memória de mis putas tristes", de Garcia Márquez. É a história de um anciäo de noventa anos, que depois de haver passado toda a vida sem ter maior amor que o das meretrizes se apaixona por uma desafortunada jovem de quinze anos. Agora, logo depois tomar um banho e arrumar a casa vou continuar com "El Bosque de los Pigmeus", logo comentarei minha impressäo sobre o livro, assim que me desejem boa leitura.
September 28

Saudades

        
 
  Hoje tive o sonho mais realista e assustador desde muito tempo. Foi o sonho mais longo que tive e mesmo me despertando em intervalos näo conseguia levantar da cama, voltava a dormir e a sonhar.
   Como todo sonho este se fragmentou, já faz várias horas que me levantei, assim que também esquei boa parte do sonho, mas tentarei contar.
 
   Eu estava em uma reuniäo de família no Brasil, na casa onde morava, com todos os meus tios e primos. Vou até a cozinha e encontro minha tia que morreu, a cumprimento emocionada de encontrá-la, também encontro minha prima e igualmente a cumprimento. (sempre que sonho com elas sonho que as encontro e choro de alegria por ver-las, as abraço e sempre, em todos os sonhos sou consciente de que estäo mortas, por isso tenho tamanha alegria em vê-las.) Nisso nos juntamos todos a conversar e comer na apertada cozinha. (lapso)
  Agora estou na garagem, onde em cima meu tio construiu um tablado para guardar coisas. Quando minha avó morava nessa casa costumávamos subir todos os primos no tablado para brincar. (lapso)
Agora só eu posso ver minha prima e minha tia, ninguém mais. As pessoas passam e estranham me ver andando de braços dados com "ninguém", falando (em alterado estado de emoçäo) sozinha, abraçando o "vácuo". (lapso)
  Estou conversando com minha tia e minha prima em uma espécie de cabana de guradar lenha, ou algo parecido, um lugar onde nunca estive. Pergonto sobre a além-vida, me explicam detalhadamente como é, parece uma bobagem, mas no sonho me resultou surpreendente. Me contam que lá todos vivem em lugar nenhum, mas que comem, e usam certos "objetos" de troca como dinheiro, eram três, mas só me lembro de um que chamavam de "matéria". Cada espírito "vive" em uma outra dimençäo em cima da que viveram anteriormente, uma dimençäo sobreposta à casa que moraram em vida. Me contaram que levam aproximadamente uma semana para passar deste plano à aquele (*), como uma fase de adaptaçäo e que se forem invocados muitas vezes nesse tempo podem ficar täo confusos a ponto de näo conseguirem concluir a viagem e se transformarem em algo como almas penadas (mas sem as qualidades assustadoras de assombraçäo que conhecemos). (lapso)
  Agora estamos no mesmo lugar, só que com toda a família. Elas se divertem e rimos entre nós com a situaçäo de estarmos todos e apenas eu poder ver-las, tocar-las, e ouvir-las. (e mesmo assim o resto da família sabe que estäo aí e conversam com elas normalmente com elas.)
  Minha prima aparenta estar todo o tempo emburrada (**) e minha tia explica que é porque näo consegue se acostumar com sua atual situaçäo, mas mesmo assim, no sonho tomo como se fosse algo pessoal. (lapso)
  Estamos em um lugar que parece uma praia (***), com algumas barracas de acampar e algumas barraquinhas hippies, onde vendem bijuterias. Minha prima continua explicando coisas sobre a pós-vida, diz que lá podem ter filhos, e que esses filhos säo mandados ao nosso plano como nossos filhos. (coisa mais absurda), e que näo podemos reencarnar, vivemos eternamente da mesma maneira ou até que acabe o "mundo". Nisso pergunto a minha prima se encontrou parentes falecidos, ela me diz que näo e que näo é possível encontrar e que está apenas com a sua mäe. (lapso)
 
 Depois disso ainda sonho mais, mas é quase impossível juntar algo com continuidade e sentido, já que säo pedaços muito pequenos e soltos.
 
 (*)Anteriormente havia sonhado com elas, muitas vezes mais, mas aquele foi o que mais me marcou e mais sentido tinha. Nele eu as encontrava em uma espécie de saläo redondo, como uma caverna azulada com um lago no centro, uma coisa muito estranha. Minha prima estava emburrada e brava com o namorado (**), ela disse que estava assim porque achava que ele näo havia sentido sua morte como devia, eu a dice que isso era porque ela näo o pôde ver na primeira semana. (Acho que o pobre näo se recuperou até hoje). Depois disso estávamos na mesma praia (***) do outro sonho, mas já näo me lembro o que estávamos fazendo.
 
  O caso é que o sonho me transtornou, durante ele e quando elas me contavam como era a vida após a morte eu achava tudo execivamente tedioso, já que näo era como eu concebia, com vegetaçäo frondosa, todos mundo em harmonia e principalmente sem a necessidade do dinheiro, o que logo compreendi e aceitei pensando que se nesta vida dependemos tanto dele näo seria fácil nos livrarmos na próxima. O fato de näo reencarnar-mos também me desagradou, me atemorizou a idéia de uma vida eterna em um mundo täo pouco emocionante. Mas com toda essa loucura o sonho me fez ver as coisas de uma óptica mais espiritual, no sonho minha tia e minha prima eram espírito, e näo fazia falta a matéria para estarem lá conosco, conversando e se divertindo, algo estranhíssimo, eu sei, mas me resultou tranquilizador e bonito.
  Sempre que sonho com elas me dá uma alegria imensa, sempre tenho a impressäo de que basta querer para poder ter contato, e mesmo que seja em sonho me compraz. Já faz mais de um ano e meio que elas se foram, ainda näo consigo me acostumar com a idéia, acho que jamais me acostumarei. No começo pensava constantemente no que havia acontecido, nas duas primeiras semanas tinha esse pensamento fixo, näo conseguia me concentrar em nada e poucas vezes me distraía. O tempo foi passando e agora penso nelas algumas vezes por semana, e quando penso que jamais as verei me dá uma angústia difícil de controlar. 
  Só espero que onde elas estiverem seja muito mais agradável que em meu sonho.
 
  Lígia, tia Zélia...saudades.
September 26

Bodas de Algodäo

           

   
 
 
  Hoje fizemos um ano de casamento, felicidades para nós!
September 20

Ojalá

                      

Ojalá

 

(Silvio Rodríguez, 1969)

 

Ojalá que las hojas no te toque el cuerpo cuando caigan
para que no las puedas convertir en cristal.
Ojalá que la lluvia deje de ser milagro que baja por tu cuerpo.
Ojalá que la luna pueda salir sin ti.
Ojalá que la tierra no te bese los pasos.

Ojalá se te acabé la mirada constante,
la palabra precisa, la sonrisa perfecta.
Ojalá pase algo que te borre de pronto:
una luz cegadora, un disparo de nieve.
Ojalá por lo menos que me lleve la muerte,
para no verte tanto, para no verte siempre
en todos los segundos, en todas las visiones:
ojalá que no pueda tocarte ni en canciones

Ojalá que la aurora no dé gritos que caigan en mi espalda.
Ojalá que tu nombre se le olvide a esa voz.
Ojalá las paredes no retengan tu ruido de camino cansado.
Ojalá que el deseo se vaya tras de ti,
a tu viejo gobierno de difuntos y flores.

 

Cuenta Silvio: Ojalá yo la compuse a una mujer que fue, podríamos decir, mi primer amor. Fue un amor que tuve cuando estuve en el ejército, haciendo mi servicio militar. La conocí cuando tenía 18 años, fue mi primer amor importante en el sentido de que fue el primer amor que me enseñó cosas. Era una muchacha mucho más evolucionada que yo, mucho más inteligente, más culta. Me enseñó, por ejemplo, a César Vallejo. Después nos tuvimos que separar, estaba estudiando medicina y en fin, no le cuadró. No sé por qué estudió medicina, cosa loca de ella, en realidad siempre fue de letras. Después estudió letras, se fue a su pueblo Camagüey, a estudiar eso y yo me quedé solo aquí en la La Habana, totalmente desolado. Pasaron los años y el recuerdo de aquel amor tan bonito, tan productivo, tan útil (ojo, no confundir con utilitario), enriquecedor, de aporte a uno... pues, estaba obsesionado yo con esa idea. Y porque fue un amor frustrado, tronchado por las circunstancias, por la vida, no fue una cosa que se agotara, pues se me quedó un poco como un fantasma y por eso compuse esta canción en un momento quizás de delirio, de arrebato, de sentimiento un poco desmesurado: ojalá esto, ojalá lo otro...

 

September 06

Viagem à Galícia

 Esperávamos a muito tempo a oportunidade de poder realizar essa viagem, que surgiu de uma hora para outra, tivemos que organizar tudo em apenas uma tarde. Depois de comprar algumas peças de roupa necessárias, alguns produtos de higiene, lavar a roupa de inverno (que já cheirava a guardada) e arrumar as malas em tempo récord fomos dormir para pegar a estrada na manhä do dia seguinte.
   Sempre que minha rotina muda afeta o meu sono e só consegui dormir duas horas até as seis da manhä que foi a hora em que saímos em direçäo ao norte da Espanha. Equipamos nossa Caravelle com manta,
almofada, garrafas de água e alguns salgadinhos, pois o caminho era
longo e a viagem cansativa.
  Chegando em Despeñaperros, Jaén. Paramos para tomar o café da manhä e aproveitamos para comprar alguns produtos típicos, um patê de azeitona e um vidro de “ajo blanco”. Antes de chegar em Madrid deitei no  banco de trás e dormi uma horinha, estava morta de sono.
   Desviamos um pouco a rota e passamos por Segovia, uma linda cidade histórica com um impressionante aqueduto romano que nos recebe imponente frente a uma praça. Depois de fazer muitas fotos procuramos
um lugar para almoçar. Encontramos um charmoso restaurante com vistas ao aqueduto. Nos serviram um virado de ovo com cogumelos, um delicioso pernil de cordeiro e um gaspacho, näo podíamos comer muito,
ainda faltava metade da Espanha por percorrer.
   Já pela noite chegamos a Vigo, Galícia. Deixamos as malas no hotel, tomamos um banho e saímos em busca de um restaurante para jantar.
   Encontramos uma churrascaria simples e familiar, o atendimento e a comida eram excelentes, fato que nos levou a jantar aí as três noites que estivemos na Galícia. O caso é que o povo aí como exageradamente, algo
que näo estamos acostumados, nos serviram uma bisteca de boi de um quilo e meio, uma salada que levava meio pé de alface, duas vieiras recheadas e uma porçäo de pimenta-doce. Está claro que näo pudemos
com tudo. 
   No dia seguinte saímos a explorar a zona, depois de almoçar passamos pelo Mercado da Pedra, onde em plena rua umas simpáticas senhoras abrem e te vendem ostras fresquíssimas para serem apreciadas com um
bom vinho dos barzinhos vizinhos. Depois subimos até o Monte de Sta. Tecla, onde se vêm as rias e ao outro lado Portugal, visitamos um museu e um vilarejo celta. 
  Descemos até A Guarda onde almoçamos uma “mariscada”, que é enorme porçäo com toda classe d e mariscos da regiäo.  Pela tarde atravessamos a fronteira e fomos a Portugal, subimos até Viana do Castelo, passeamos e tomamos um cafezinho com os típicos e deliciosos pasteizinhos de Santa Clara.
   No segundo dia fomos para Santiago de Compostela, visitamos a Catedral, um fascinante edifício em forma de cruz, por onde os peregrinos podem passar sem atrapalhar a missa celebrada no centro. De
tantos em tantos metros há uma capela onde está enterrada uma pessoa. No centro, detrás de de umas imensas paredes de vidro se esconde um recinto ricamente decorado em ouro. Entramos por duas
passagens, uma onde está a imagem do apóstolo que os peregrinos costumam abraçar e outra onde está enterrado o corpo de Säo Tiago.
   Saindo daí tivemos a infelicidade de entrar no restaurante mais asqueroso que pisamos até hoje, na fachada dizia que serviam comida brasileira, o que nos empolgou, mas logo nos desiludimos quando nos serviram uma
picanha e um bife em claro estado de putrefaçäo, algo que com um só bocado me rendeu uma infecçäo estomacal que apressou a nossa volta a Almería.
   Depois de passar a noite inteira vomitando levantamos pela manhä abandonamos o hotel às dez horas, compramos “orujo” caseiro (uma espécie de aguardente) para levar para meu sogro e dois bolos de
amêndoa, típicos galegos. Levamos mais uma surra de estrada até aqui e chegamos às onze da noite. 
Por sorte eu já estou bem melhor, depois de passar uma viagem a base de chazinho de boldo e chacoalhando dentro do carro posso dizer que estou muito bem. Só gostaria de poder ter ficado mais dias, mas era
impossível, a viagem saiu caríssima e o Juan voltava a trabalhar hoje.

   Espero que gostem das fotos que publiquei e se alguém quer ir para lá eu recomendo, pois é um lugar belíssimo, com uma excelente gastronomia e um povo muito amável.
August 30

Aurélia.

                 
 
AURÉLIA
 
Aurélia não sente, Aurélia não chora
Aurélia é estável, Aurélia não sofre
Aurélia não tem tarefas pendentes
Aurélia é boa, tonta, demente.
 
Usa a Aurélia, abusa da Aurélia
Aurélia não diz, Aurélia não ouve
Aurélia não grita, Aurélia não geme
Aurélia é boa, Aurélia não mente.
 
Aurélia só dá, tão pouco recebe
Aurélia é fria, escassa e doente
Aurélia inerte, Aurélia dormente
Aurélia é a alma de um povo indolente.

 
(Sarita Y. A. T.)
 
 
 
 Escrevi esta pequena poesia na semana passada, tinha alguns ajustes pendentes, por isso näo publiquei antes. Veräo que dessa vez estou usando a acentuaçäo correta, e näo minha improvisada substituiçäo. Encontrei um corretor on-line da língua portuguesa, é demorado e trabalhoso, mas pensei que valia a pena pelo menos para isto.
 
(Amanda: Na verdade Aurélia é mais um retrato de um povo inteiro que de um personagem em si, näo é a mulher vadia por destino nem a conformada pela vida, é como digo na úiltma linha a alma de um povo indolente.)
August 25

Anima Mea

       
 
EGO
 
Ego, eco de minha anima
Anima mea, de mim
Mim, eu de meu ser
Ser, corpus de minha mente
Mente, mentira do espírito
Espírito, meu dominum eterno
Senhor de mim, senhora
Dona de mim.
 
(Sarita Y. A. T.)
 
Anima Mea,
Dominum de meu corpus
Dominum de minha mente
Espírito meu,
Domínio total de mim.
 
(Sarita Y. A. T.)

  Essa é uma das "coisas de Sarita", um conjunto de versos, poesias, ensaios, reflexöes, desabafos...Um conjunto insano, sem métrica, regras, para alguns talvez sem sentido. Coisas que saem diretamente de dentro de mim, seja alma, espírito, mente. Coisas que têm a importância de um átomo e a maneira de ver de cada um que lê. Esta faz parte da "anima mea".
 
August 23

Anda.

    

 
Anda
 
(Luis Eduardo Aute)
 
Anda,
quítate el vestido
las flores y las trampas,
ponte la desnuda
violencia que recatas
y ven a mis brazos,
dejemos los datos,
seamos un cuerpo enamorado.
 
Anda,
deja que descubra
los montes de tu mapa,
la concupiscencia
secreta de tu alma
y ven a mis brazos,
dejemos los datos,
seamos un cuerpo enamorado.
 
Anda,
pídeme que viole
las leyes que te encarnan,
que no quede intacto
ni un poro en la batalla,
y ven a mis brazos,
dejemos los datos,
seamos un cuerpo enamorado.
 
Anda,
dime lo que sientes,
no temas si me mata,
que yo sólo entiendo
tus labios como espadas,
y ven a mis brazos,
dejemos los datos,
seamos un cuerpo enamorado.
 
 
  Esta é a nova música de fundo do meu espaço, espero que gostem. Está cantada por Jorge Drexler, e essa versäo pode ser encontrada no CD "¡Mira qué eres canalla, Aute!"de 2000, uma bonita homenagem feita entre vários artistas para esse grande poeta. A versäo original está no disco "Espuma", de 1974.